Sindsems acompanha posição da CNTE e critica reajuste de 0,37% no Piso do Magistério em 2026
- sindsems
- 5 de jan.
- 2 min de leitura

Em edição extra do Diário Oficial da União, de 30 de dezembro de 2025, foi publicada a última atualização do Valor Aluno Ano do Fundeb (VAAF), que definiu o reajuste do piso nacional do magistério para 2026 em apenas 0,37%, conforme estabelece a Lei nº 11.738/2008. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sobral (Sindsems) afirma que compartilha integralmente da posição da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), ao considerar que o percentual não recompõe as perdas inflacionárias e não representa valorização da categoria.
Segundo a CNTE, esse índice é resultado de um contexto de restrições no financiamento da educação, agravado por alterações constitucionais recentes e pela realocação de recursos do Fundeb, sem ampliação do volume destinado à valorização dos profissionais. O Sindsems reforça que essa conjuntura já vinha sendo alertada pela Confederação desde 2024, inclusive com o risco de novos reajustes abaixo da inflação ou até mesmo nulos nos próximos anos, caso não haja mudanças no critério de atualização do piso.
Diante desse cenário, a CNTE tem defendido, no âmbito do Fórum do Piso do Magistério, alterações na Lei nº 11.738/2008 para garantir ganho real anual e a valorização das carreiras, como a vinculação do reajuste à inflação somada ao crescimento real das receitas do Fundeb e o reconhecimento da formação profissional. O Sindsems reafirma seu alinhamento com essas propostas e sua disposição em atuar conjuntamente na luta por um piso que assegure dignidade e valorização aos profissionais da educação.
A CNTE informou ainda que solicitou audiência com o Ministério da Educação para discutir alternativas ao atual critério de reajuste e a retomada das negociações no Fórum do Piso. O Sindsems acompanha esse processo, mantém a mesma posição da Confederação e destaca a importância da mobilização da categoria em defesa de políticas efetivas de valorização do magistério.




Comentários